Religião

Líder religioso de Lauro de Freitas, lança livro em São Paulo

O livro Ijexá, o Pova das Águas, reúne informações preciosas acerca do povo Ijexá, considerando a origem, organização social e política e seu legado ancestral

No próximo sábado (18), será lançado, no Centro de Pesquisa e Formação Sesc, em São Paulo, o mais novo trabalho do doutor em antropologia,  Vilson Caetano. O trabalho lança novas pistas para os estudos afro-brasileiros, sobretudo no que diz respeito ao lugar ocupado pelos terreiros, na cidade de Salvador e participação de outros grupos africanos, no processo de  resistência dos candomblés.

O cruzamento  de documentos do Arquivo Público do Estado da Bahia – Apeb, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia – BPEB, do Arquivo da Cúria Metropolitana de Salvador – ACMS, da Biblioteca Frederico Edelweiss e Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal da Bahia – UFBA, da Federação Nacional dos Cultos Afro-BrasIleiros – Fenacab, da Biblioteca Nacional Digita – BNDigital, da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, da Fundação Pedro Calmon do Estado da Bahia e do Setor de Documentação e Memória da Polícia Militar da Bahia, juntamente com a tradição oral do terreiro e depoimentos recolhidos no estado do Rio de Janeiro, permitiu ao autor reconstruir a história de grupos africanos ijexás, distribuídos no Dique do Tororó, no Queimadinho, na Quinta das Beatas, no Pau Miúdo e na região central da cidade e demonstrar o deslocamento de uma destas famílias entre o período de 1893 e 1896, ocasião em que nasce e é batizado Severiano Santana Porto fundador do Ile Axe Kalebokun, para a Peninsula de Itapagipe.

A busca dos parentes da africana Maria Geralda,  mãe de Severiano, ajudou o autor reencontrar outros ijexás, de importância significante para o processo de consolidação do candomblé do século XIX e início do século XX, como Majebasã, mãe de Martiniano Eliseu do Bonfim, Pedro Autran, esposo de Ianassô, que retorna com ela para o continente africano, após a revolta dos Malês e, por fim, Julia Bugan, fundadora do candomblé conhecido como Língua de Vaca, desapropriado na década de 70, para ceder espaço à implantação do Departamento de Polícia Técnica da Bahia.

As inscrições, pela internet, podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível inscrever-se, pessoalmente, em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

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Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite pelo e-Mail: centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br , ou pelo telefone: (11) 3254-5600, com até 48 horas de antecedência, do início da atividade.

Vilson Caetano de Sousa Júnior

Vilson Caetano de Sousa Júnior
Pós doutor em Antropologia pela Unesp. Professor associado da UFBA e professor colaborador do Programa em Estudos Pós Graduados em Antropologia.
(Foto: Acervo Pessoal)

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