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Jesus Chediak, diretor de Cultura da ABI, morre de Covid-19 no Rio

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A Covid-19, que já fez mais de 10 mil vítimas no Brasil, atingiu fatalmente, na tarde desta sexta-feira (8/4), no Rio de Janeiro, o jornalista, escritor, cineasta e dramaturgo Jesus Chediak, de 78 anos

Diretor cultural da Associação Brasileira de Imprensa – ABI e ex-diretor da Casa França Brasil, Chediak atuava como curador da superintendência de Artes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Ele estava internado desde segunda-feira (04) no Hospital Assim Medical Méier, na Zona Norte do Rio.

O corpo de Jesus Chediak será cremado neste sábado (09), às 15h45, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju. A cerimônia será precedida de uma despedida restrita a poucos familiares ao ar livre. A Prefeitura de Duque de Caxias, cidade onde Chediak deixou sua marca como secretário de Cultura, na gestão do ex-prefeito Alexandre Cardoso, decretou luto oficial de três dias.

Artista multi-talentoso, Chediak era associado da ABI há mais de 40 anos. Jogou sinuca com Villa Lobos, nas lendárias mesas de bilhar, do 11º andar da entidade. Participou de vários Conselhos da Casa do Jornalista. Dividiu cadeiras de conselheiro com Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Carlos Heitor Cony e tantos baluartes da cultura brasileira. Foi diretor de Cultura durante a gestão de Barbosa Lima Sobrinho e, mais recentemente, nas gestões Maurício Azedo, Domingos Meirelles e Paulo Jerônimo dos Santos (Pagê).

Lançou o Cine Macunaíma, sendo um precursor do Cinema Novo. Montou, com parcos recursos, no teatro do 9º andar da ABI, uma peça sobre a morte de Vladimir Herzog, considerada pela revista Veja como a melhor daquele ano de 1976. Uma de suas peças de teatro era uma sofisticada obra expressionista chamada “O poder dos inocentes”.

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Chediak foi também professor da Universidade Federal da Bahia e autor de diversos livros, entre eles “Brasil, país do presente: contribuições para a formulação de um socialismo cristão brasileiro”. Entre os filmes que produziu, o mais recente foi um sobre a vida de Pedro Aleixo. Era irmão de Almir Chediak, produtor musical, violinista e compositor, morto em um assalto em 2003.
Jesus – como era conhecido por muitos amigos – deixa a esposa Glória Chediak, também jornalista, e quatro filhos já adultos: Paloma, Tiago, Julian e Neelash.


Por: Fábio Costa Pinto – Jornalista

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